Subprefeitura de Santana é campeã em ações de controle de pombos
Publicado por Bairro SantanaA subprefeitura de Santana/Tucuruvi, foi a campeã em 2008 em número de chamados de moradores junto à Secretaria de Saúde para controlar e evitar a infestação de pombos na capital paulista. Foram 109 chamados registrados ao longo do ano pela Subgerência de Vigilância e Controle de Roedores e Animais Sinantrópicos da Coordenação de Vigilância em Saúde da secretaria.
Logo atrás de Santana, ficaram as subprefeituras do Butantã, com 101 chamados; Vila Prudente, com 100 chamados; Penha, com 99 chamados; Vila Mariana, com 83; Mooca, com 81; e Lapa, com 72 chamados para combater pombos ao longo do ano passado.
O animal já ocupa o terceiro lugar na escala de prioridade de ações de controle da subgerência, atrás apenas do combate ao mosquito Aedes aegypti e dos ratos. “O que a gente tem notado é que, de ano a ano, tem aumentado a procura de moradores pelo serviço do centro por causa dos pombos”, afirmou o gerente de Vigilância e Controle de Roedores e Animais Sinantrópicos, Hildebrando Montenegro. Segundo ele, esse aumento se deve, em grande parte, à conscientização das pessoas sobre os problemas causados pelos pombos e o serviço de controle oferecido pela secretaria.
“Nós fazemos o controle diminuindo a oferta de alimento e abrigo. Os pombos precisam de basicamente três fatores para se reproduzir e se manter em um local: água, alimento e abrigo. A água é bem difícil de eliminar”, conta. Segundo ele, a coordenadoria faz o controle do animal e não o combate, uma vez que é crime matar pombos. Apenas em casos específicos de saúde pública, em que haja grande risco à população, é permitida a morte. Mas, mesmo nesses casos, segundo Montenegro, a subgerência não mata pombos.
Em 11 das subprefeituras, foi registrado aumento nas solicitações pelo serviço de controle de pombos de 2007 para 2008. O maior deles foi sentido na Subprefeitura de Vila Prudente, onde, em 2007, foram registradas 79 solicitações e, em 2008, foram 100 solicitações. Segundo Montenegro, os moradores que estiverem sendo incomodados pelo excesso de pombos podem entrar em contato com o serviço da prefeitura pelo telefone 156 ou pelo site do SAC.
E esse crescimento da demanda pelo serviço de combate e controle a pombos em São Paulo também tem crescido entre o setor privado. Sócio da empresa de dedetização Loremi, que existe há 18 anos na capital paulista, Maurício Marques afirma que a empresa começou a oferecer o serviço há oito anos. Mas foi nos últimos três anos, que o controle de pombos passou a representar 30% de todo o atendimento prestado pela empresa.
“Em percentual, o controle de pombos fica atrás apenas do combate a baratas e ratos. Mas, como esses dois últimos serviços são bem mais baratos, em valor de negócios, os pombos já ocupam um grande espaço no nosso faturamento”, conta Marques. Segundo ele, a dedetização de ratos e baratas sai de R$ 200 a R$ 300 por residência. Já o controle de pombos, fica entre R$ 1.200 e R$ 1.500.
“Recebemos, em média, de 15 a 20 chamados por dia para orçamento de combate a pombo na Grande São Paulo”, afirma, acrescentando que 80% desse total é de pedidos na capital paulista.
Segundo Montenegro, os pombos são aves originárias da região mediterrânea que se adequaram muito bem aos ambientes urbanos porque encontraram diversos pontos entre as construções que simulam seu habitat natural. O tempo de vida daqueles chamados “de rua” varia de 3 a 4 anos. Eles são monogâmicos e colocam, em média, dois ovos até seis vezes por ano. Após quatro a cinco meses do nascimento, eles já entram na fase reprodutiva. Daí, o alto índice de reprodução.
Para evitar a proliferação do animal, a população pode tomar algumas medidas simples como não alimentar as aves, evitar deixar lixo ou restos de comida expostos, tampar buracos no teto e em outras partes dos prédios para evitar que as aves instalem ninhos nesses locais.