domingo, 28 de março de 2010

Julgamento dos Nardoni refletiu também no comércio do bairro

Publicado por Bairro Santana

A grande quantidade de jornalistas e curiosos que desde a segunda-feira (22) se concentrou em frente ao Fórum Regional de Santana, onde aconteceu o julgamento do casal Nardoni, provocou uma grande mudança na rotina do comércio da região. Teve quem lucrou bastante, mas teve também quem reclamou. O fato é que as pessoas presentes no local deram nova dinâmica à lógica comercial do bairro.

“Tivemos um aumento de 70% no faturamento esta semana. Compramos mais comida, mais carne, mais refrigerante. Para nós foi muito bom”, disse Tatiane Torresani, 26 anos, proprietária de um restaurante que fica em frente ao fórum.

“Nosso horário de fechamento é às 14h30, mas nessa semana até às 17 horas tinha gente querendo entrar”, afirmou ela, que declarou ter adequado no restaurante prevendo uma maior movimentação na semana de julgamento. “Pintamos a fachada de vermelho para chamar mais a atenção”.

Próximo dali, o dono de um posto de gasolina também comemorou a semana Nardoni. “Eu vendo aqui 100 salgadinhos por semana, com o julgamento passei a vender essa mesma quantidade por dia” disse Harley Ricardo Riveiro, 34 anos, que administra o posto e a loja de conveniência.

“Vendemos também três vezes mais refrigerantes, sem falar no aumento de 40% na pista de abastecimento”, afirmou.

Nem todo mundo saiu ganhando com a circulação gerada pelo julgamento em frente ao Fórum de Santana.

Alguns reclamaram, e teve até quem saiu perdendo. “Aqui o movimento caiu muito”, disse Patrícia Santos, 25 anos, funcionária do estacionamento ao lado do fórum.

Ela explicou que a maioria dos clientes do estacionamento é de advogados que frequentam o fórum. “Mas com essa muvuca aí do lado, eles evitaram vir para cá essa semana. Ficou um sossego”, afirmou.

Também pertinho do fórum, o dono de uma oficina mecânica não via a hora do julgamento acabar. “Para mim, vou te falar a verdade, atrapalhou bastante. Os carros da imprensa tomaram as vagas dos meus clientes e dificultaram o processo de carga e descarga da oficina”, disse Luciano dos Santos, 28 anos. Ele contou, ainda, que chegou a protocolar uma reclamação junto à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). “Ainda bem que terminou essa bagunça”, afirmou.

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